15 abr

Algumas manchetes têm preocupado e servem de alerta aos pais, justamente pelo fato de crianças e adolescentes estarem expostos ao perigo de jogos desconhecidos da internet: “Desafio da Baleia Azul: seu filho pode ser a próxima vítima do jogo da morte”, “Baleia Azul: polícia investiga grupos no WhatsApp e Facebook”, “A história da menina que se matou após o ‘sinistro’ game da ‘Baleia Azul’”, “Jovem de MG cumpriu a última tarefa do jogo da Baleia Azul. Ele se matou”. O mais recente jogo mortal – #Baleia Azul – ficou mundialmente conhecido depois de ter provocado o suicídio de mais de cem adolescentes na Rússia, segundo informou o Blastingnews. O sinal de alerta é dado por vários veículos de comunicação, especialmente virtuais, que publicaram notícias citando a ‘febre do jogo e a necessidade de precaução’, porque o jogo chegou ao país e já contabiliza suas primeiras vítimas em território brasileiro.

Diante das investigações da polícia que busca ligar as mortes no Brasil ao jogo da #Baleia Azul, a direção do Colégio Network alerta os pais para o perigo desse e de outros jogos que podem ser mortais, já que visam induzir o participante a cometer suicídio. “Queremos deixar o nosso alerta aos pais e familiares para que redobrem a atenção. A facilidade da internet na atualidade somada aos inúmeros atrativos, acaba servindo de cilada. Não podemos permitir que as crianças e adolescentes corram esse risco”, diz a CEO da Network, doutora Tânia Cristina Bassani Cecilio.

Segundo as notícias divulgadas sobre o assunto, o Blue Whale Game ou ‘Desafio da Baleia Azul’ só existe em grupos fechados na internet. É baseado em desafios em que os participantes são instruídos por cibercriminosos (mentores ou pessoas mais velhas, com grande poder de persuasão e que agem de forma oculta) a cumprir uma espécie de maratona. Eles recebem as mensagens durante a madrugada via redes sociais, seja direta ou de forma subliminar. O jogo é composto por 50 desafios que precisam ser concluídos e enviados para os responsáveis em grupos secretos nessas redes sociais, como WhatsApp e Facebook. De acordo com informações, são desafios ‘macabros’, em que o participante tem, por exemplo, que assistir por horas seguidas a filmes de terror, subir em telhados ou estruturas muito altas, se mutilar e etc. Passado o período, ele recebe a tarefa final – onde deverá tirar a própria vida.

A polícia investiga mortes em Mato Grosso e Minas Gerais que podem estar ligadas ao jogo #Baleia Azul. E o fato de o participante receber ameaças no caso de querer desistir, e ser induzido a cumprir a tarefa derradeira, que é tirar sua própria vida, a polícia já trabalha com a hipótese de homicídio.

“Famílias, isso não é um jogo. Muitas opções da internet têm deixado as crianças e adolescentes vulneráveis e propensos a cair em armadilhas como em jogos e brincadeiras que custam caro. Precisamos ficar atentos e acompanhar de perto nossas crianças e adolescentes quando estão na internet”, comenta a reitora da Network.

A direção do Colégio Network volta a cobrar conscientização quanto ao uso da internet. “Sabemos que as crianças e adolescentes de hoje dominam a internet com tamanha maestria, mas não estão imunes aos criminosos que em poder de informações, acabam tirando proveito. Isso serve de alerta para tudo que diz respeito à internet. Precisamos estar de olhos abertos o tempo todo e acompanhar de perto o que nossos filhos baixam no celular”, completa a CEO do Colégio Network.

 

JOGOS MORTAIS

São muitos os jogos online criados com a intenção de desafiar os participantes a colocarem a vida em risco, e, consequentemente, feito vítimas não só no Brasil como em outros países onde surgem. Um deles – o “Choing Game” ou jogo do desmaio – provocou a morte de um adolescente ano passado, em Santos.

A polícia investiga se os casos das mortes envolvendo o #Baleia Azul serão tratados como suicídio ou homicídio, tendo em vista que os participantes são praticamente obrigados a cumprir as tarefas absurdas e macabras, como praticar o autoflagelamento, e desenhar a baleia no corpo, deixando cicatriz e sangue para comprovar.

No caso da morte da adolescente de Mato Grosso a polícia trabalha com indícios de que ela era participante do #Baleia Azul, por causa da carta deixada onde constava estratégias e dicas e mostrava tudo o que ocorreu, como num filme de terror. Policiais investigam quem poderia ter incentivado a menina, já que esse não é o primeiro caso registrado no Brasil com as mesmas características.

Outra vítima do jogo, o adolescente recebeu a mensagem que precisava desenhar a baleia com estilete no braço, tirar foto e quando estivesse sangrando deveria enviar ao mentor. E se caso a foto não fosse enviada em 10 minutos, ele seria responsável pela morte de seus amigos e familiares. Um adolescente de 19 anos, de Minas Gerais, teria cometido o suicídio após tentar sair do ‘grupo’, sem sucesso.

A orientação é para que os pais se atentem a alguns sinais no filho, como por exemplo, marcas de violência no corpo (autoflagelo), reclusão, baixo rendimento escolar, choro, agressividade, medo, falta de apetite, insônia e etc – tudo resultado dos desafios propostos, principalmente quando o participante quer abandonar o desafio, porém passa a ser ameaçado. “Os criminosos aproveitam a fragilidade do menor justamente por estarem cientes que uma criança ou adolescente não tem poder de decisão sobre o que é certo ou errado. E essas armadilhas, infelizmente, caem de bandeja. Portanto, independente da conclusão das investigações, cautela faz bem a todos nós”, finaliza a reitora.

Os pais precisam se atentar aos links que são encontrados em aplicativos de mensagens como o WhatsApp, por exemplo, e baixados no celular. E se desconfiarem de algum desses sinais, não pensem duas vezes em acionar a polícia.