10 mar

Clones infestados de vírus na internet, acidentes pela falta de concentração ao andar ou descuido no trânsito, e até crimes! Parece brincadeira? Mas não é! Isso é apenas um pouco dos perigos que o jogo Pokémon Go, aplicativo de ‘realidade aumentada’, tem provocado nos usuários, conforme a própria mídia divulgou desde que o game foi lançado. Não bastasse o estrago que essa ‘brincadeira virtual’ tem causado na vida real, nem todos – na ansiedade de ter em mãos a mania do momento – se dão conta dos perigos nas entrelinhas da ‘política de privacidade’ da empresa desenvolvedora do software.

A maioria das pessoas que sai à procura do Pokémon (abreviação de pocket monsters ou monstros de bolso) não sabe, por exemplo, que enquanto está jogando tem seus dados pessoais, como nome, localização, endereço IP e o próprio e-mail cadastrado, captados pela empresa. Mas isso não é tudo. Apesar de que outros aplicativos também oferecem de bandeja informações pessoais dos usuários, para se jogar Pokémon Go é preciso ter uma conta no Google, e isso garante livre acesso à empresa de todas as informações, inclusive o direito de ela modificar arquivos que ficam salvos no Google Drive.

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O que preocupa de fato é que da mesma maneira que a empresa tem acesso às informações pessoais e com o consentimento do usuário, os hackers também têm facilidade em acessá-las. O jogo vicia, e tudo que vira vício não é bom. O aplicativo tem provocado uma febre no mundo todo. Somente ano passado já existiam aproximadamente 21 milhões de contas ativas nos Estados Unidos. A procura aumentou consideravelmente porque ao invés de o usuário ter que usar um controle para mover seu personagem na tela, ele se movimenta na vida real para controlar o monstrinho.

 

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DICAS

Conforme artigo anterior, sobre os cuidados com o ‘excesso’, a direção da Network pede que os estudantes sejam cautelosos. Todo cuidado é pouco, e o jogador precisa ficar atento, principalmente se tiver que procurar o Pokémon fora das dependências da residência. Por exemplo, se o usuário vê um Pokémon na frente da casa, sai automaticamente em disparada para capturá-lo. “Há inúmeros relatos de problemas envolvendo o jogo do Pokémon, desde trombada entre pessoas que andaram descuidadamente, a batidas no trânsito, até porque é proibido o uso de celular enquanto se dirige. Mas nos Estados Unidos foram registrados casos de bandidos atraírem os jogadores de Pokémon somente para roubá-los, batidas de veículos ao jogar no trânsito e até jovens que caíram de penhasco enquanto procuravam o Pokémon. O nosso pedido, especialmente à comunidade estudantil, é para que não se desconcentre em frente à tela do aparelho, seja nesse jogo ou em outro, seja nos demais tipos de mídias sociais existentes, como o WhatsApp, por exemplo. A tecnologia é muito importante, mas precisamos usá-la de forma saudável”, explicou a CEO da Network, doutora Tânia Cristina Bassani Cecilio.

 

Orientações:

— Cuidado com falsos aplicativos baixados pela internet

— Instale software de segurança

— Bloqueie acesso privilegiado na ‘Página de Segurança’

— E, principalmente, cuidado ao andar fora de casa procurando o Pokémon. Descuido causa acidentes.