08 mai

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é o documento que define o conjunto de conhecimentos e habilidades essenciais para os estudantes do Brasil. E será o grande desafio que os educadores terão pela frente, já que todas as escolas – públicas e privadas – terão que adotar as novas referências em sua grade curricular até início do ano letivo de 2020.

A BNCC estava prevista pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Básica (LDB) desde 1996, mas só começou a ser construída alguns anos depois, em 2014, após ser incluída como meta do Plano Nacional de Educação (PNE). Apesar de ainda estar sendo avaliada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) e discutida em audiências públicas, o documento foi homologado em dezembro do ano passado, com a aprovação de algumas alterações na Lei nº 9.394/1996.

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O debate sobre o assunto vem se intensificando em todo o País. Atenta a nova realidade na educação, a direção do Colégio e Faculdades Network promoveu no auditório Nelson Cecilio, nesse dia 07 de maio, um encontro para abordar os principais pontos da BNCC.

A CEO da Network, doutora Tânia Cristina Bassani Cecilio, conduziu a palestra e destacou os marcos legais que embasam o documento, entre eles, o artigo 210 da Constituição Federal, que fixa conteúdo mínimo para o Ensino Fundamental, de maneira a assegurar formação básica comum.

“A Base vai nortear os currículos dos sistemas e as propostas pedagógicas das escolas públicas e particulares do Brasil, da Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio”, disse.

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A palestra contou na mesa diretiva com outros educadores, entre eles a Profª. Valéria, da Delegacia de Ensino de Americana. Eles discutiram juntamente com acadêmicos e até estudantes do Ensino Médio a implantação da nova base que trará relevantes mudanças no sistema de ensino brasileiro.

De acordo com a doutora Tânia, a BNCC estabelece conhecimentos, competências e habilidades que se espera que todos os estudantes desenvolvam ao longo da escolaridade básica. E citou os direitos de aprendizagem previstos no último texto elaborado pelo MEC, que destaca dez competências gerais que vão além do conteúdo de cada disciplina: conhecimento; pensamento científico, crítico e criativo; senso estético; comunicação; argumentação; cultura digital; autogestão; autoconhecimento e autocuidado; empatia e cooperação, e autonomia.

Considerada um compromisso com a educação integral dos estudantes e com a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva, todas as escolas e redes de ensino deverão adaptar e rever seus currículos ainda neste ano visando iniciar a implantação entre 2019 e 2020.