27 fev

O engenheiro de Controle e Automação (a Engenharia de Mecatrônica), Alysson Fernandes Mazoni, é o novo Coordenador do curso na Poli-Network. Aos 34 anos, o jovem professor tem a missão de dar sequência ao trabalho do prof. André Fortunato. Formado em 2005, há dez anos tem passado seu conhecimento aos estudantes. Entrou para o corpo docente das Faculdades Network ano passado, e assumiu o curso na segunda quinzena de fevereiro.

Apesar de se tratar de uma experiência nova, garante estar vivendo um período de descoberta. Intelectual e com muito know-how, tem discutido com outros docentes da instituição possíveis melhorias de ementas e completude das disciplinas. Ele que também leciona em um curso de preparação para concursos públicos exclusivo para engenharia na Tesla Concursos chegou inovando e até propôs um projeto integrador envolvendo as várias disciplinas que os alunos cursam. “Acredito que todos nós – professores e alunos – teremos algum aprendizado com esse processo”.

05

Além da Coordenação, ele leciona Robótica, Acionamentos hidráulicos, Física 1 (Mecânica), Física 3 (Eletromagnetismo) e Introdução a Programação. Faz parte do sonho do novo coordenador de Mecatrônica da Poli-Network concluir seu projeto de doutorado iniciado ano passado. Portanto, sua expectativa à frente da Coordenação é grande. “No que diz respeito à coordenação do curso, acredito que tentaremos melhorar coesão do curso e dar aos alunos uma sensação mais imediata de que as disciplinas possuem importância em suas relações e fazem sentido profissionalmente”.

Carismático e unanimidade entre a comunidade estudantil, evita o apelido e diz que ‘a história de querido é polêmica’. “Eu chamo os alunos de ‘coisas fofas do meu coração’. Deve ser por isso. Piadas à parte, nas aulas tento seguir uma linha de raciocínio construtiva para os conteúdos, o que significa apresentar os assuntos da forma como eles fazem sentido dentro da perspectiva de uso da engenharia”, comenta sorridente.

Em sala de aula, o prof. Alysson – mesmo ciente que prejudica frequentemente o planejamento por ter que fazer muitas mudanças de percurso ao longo do semestre no que diz respeito à ordem apresentada a ementa – procura ser flexível com as dúvidas e solicitações. Porém, em uma realidade de informação amplamente disponível como o meio que se vive, por acreditar ser mais relevante mostrar como as informações se relacionam.

Ele encerra falando das dificuldades do ensino superior, que atualmente está associada à ampla disponibilidade contemporânea com sua saída da esfera de elitismo, o que prejudicou o trabalho de instituições e de professores, uma vez que o status do professor universitário sofreu uma queda considerável para a dura realidade.

“A contrapartida que devemos assumir é de apresentar a engenharia como um conjunto de ferramentas de transformação da realidade imediata do engenheiro, o que será fundamental nas transformações econômicas e tecnológicas que estamos enfrentando. Isso se opõe um pouco à figura original do engenheiro na geração que nos precedeu, para quem o curso superior em engenharia tinha um valor de título, aparentemente mais respeitado por si como status. Essas mudanças produzem alguns dos conflitos que estamos vivendo, mas essa ideia tentaremos passar aos alunos com o nosso trabalho de professor”, finaliza.